Cotidiano

Dois anos após perder filho em ataque a creche, casal celebra chegada do segundo filho

Os pais de Bernardo Cunha, uma das quatro crianças mortas no ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, no Vale do Itajaí, em abril de 2023, anunciaram nesse domingo (26) o nascimento do segundo filho.

 

Otto veio ao mundo na última quarta-feira (22) e foi apresentado pelos pais nas redes sociais.

 

Jennifer Pabst e Paulo Edson da Cunha Júnior compartilharam o anúncio com uma mensagem que mistura saudade e recomeço. “Você nasceu e, de alguma forma, nós também renascemos”, escreveu a mãe na publicação.

 

A gestação havia sido revelada em 7 de novembro de 2025, data em que Bernardo completaria 7 anos. O menino tinha 4 anos quando foi morto no ataque ocorrido em 5 de abril de 2023.

 

Em sua publicação, Jennifer descreveu a chegada de Otto como um divisor de águas para a família. “Carregamos em nós a saudade que nunca parte, mas também a coragem de continuar. Porque amar depois do luto é um ato de resistência”, escreveu.

 

A mãe contou ainda que o bebê nasceu em um dia ensolarado. “Hoje, celebramos a sua chegada, filho, com lágrimas que misturam dor e esperança, com um amor que já conheceu a perda, mas se recusa a deixar de florescer. Você nasceu num lindo dia de sol, trazendo luz, esperança e muita alegria”, publicou.

 

Desde a morte de Bernardo, Jennifer tem usado as redes sociais para compartilhar a jornada da família com o luto.

 

No dia 5 de abril de 2023, um homem invadiu a creche Cantinho Bom Pastor, no bairro Velha, em Blumenau, pulando o muro da instituição de ensino. Ele atacou as crianças com uma machadinha, matando quatro alunos com idades entre 4 e 7 anos.

 

As crianças participavam de uma roda de conversa sobre a Páscoa e brincavam no pátio da creche quando foram atacadas. Bernardo era o mais novo entre as vítimas.

 

O autor do crime se entregou à polícia logo após o ataque. Conforme decisão da Justiça, ele foi condenado a 220 anos de prisão em regime fechado, sem direito de recorrer da sentença em liberdade.

 

Texto e foto: reprodução/Jornal Razão, com edição NH Notícias

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