Agronegócio
Redução de 500 mil toneladas de carne bovina à China expõe ano frágil ao pecuarista

O mercado físico do boi gordo apresentou preços de estáveis a mais baixos ao longo da semana nas principais praças de comercialização do Brasil. Enquanto isso, no atacado, o preço da carne deve diminuir.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos estão tentando impor pressão, pensando principalmente nas questões que envolvem a salvaguarda chinesa.
O especialista detalha que o gigante asiático deve comprar cerca de 500 mil toneladas de carne bovina a menos do Brasil em 2026 e tal redução exige uma resposta do setor. “A resposta escolhida foi o aumento de capacidade ociosa. Assim, a ideia é reduzir o abate no Brasil este ano”, destaca.
O analista afirma que já havia uma perspectiva de diminuição da produção por conta da inversão do ciclo, mas que agora há uma outra perspectiva para incentivar este recuo.
“O mercado realmente está ficando mais pressionado e comedido, com as indústrias sem muito apetite na compra de gado. Estão, inclusive, mantendo um padrão de escala curto, pois é intencional ter um trabalho mais controlado”, aponta Iglesias.
Além disso, o analista pontua que a arma do pecuarista neste momento para limitar a redução de preços do mercado é ter um pasto em boa condição, pois permite que ele retenha os animais.
“Outra coisa que observamos são as indústrias removendo a bonificação do boi para a China. Era pago um prêmio de 5 a 10 reais nessa categoria e estão começando a reduzir, então isso pode ser mais um desestímulo para entregar animais precoces dentro do mercado brasileiro”, concluiu.
Texto e foto: reprodução/Canal Rural, com edição NH Notícias








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