Cotidiano

Praia Acessível fecha o verão com recorde de atendimentos

O programa do Governo do Estado que amplia o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida a um banho de mar, ou de rio, coleciona histórias marcantes de alegria e emoção.

 

No verão deste ano, o Praia Acessível registrou o recorde de atendimentos desde que foi implementado, em 2016. Em pouco mais de 40 dias de funcionamento no Verão Maior 2025/2026, foram contabilizados 1.786 atendimentos em pontos do Litoral e das praias de água doce do Interior do Paraná.

 

As cadeiras anfíbias utilizadas no programa são projetadas para garantir segurança e conforto aos usuários, com rodas especiais para areia e água, cinto de segurança regulável, apoio cervical e estrutura flutuante. O atendimento é realizado por profissionais de Educação Física e equipes capacitadas, que acompanham os participantes durante toda a atividade, promovendo autonomia, inclusão e momentos de convivência em família.

 

Nesta edição, o Praia Acessível contou com uma estrutura ampliada, incluindo 11 cadeiras anfíbias. Os equipamentos foram distribuídos em postos de atendimento no Litoral, na Costa Noroeste e na Costa Oeste do Estado. No Litoral, o atendimento ocorreu nos municípios de Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná. Já nas regiões de água doce, a ação esteve presente em Marilena (Porto Maringá) e São Pedro do Paraná (Porto São José), na Costa Noroeste, além de Marechal Cândido Rondon, na Costa Oeste.

 

Professora formada pela Universidade Federal do Paraná, moradora de Matinhos, Emanuelle Araújo, de 32 anos, só consegue entrar no mar graças ao programa Praia Acessível, do qual participa desde 2018. Ela tem paralisia cerebral, condição que compromete a coordenação motora do lado esquerdo do corpo e a fala, consequência de uma intercorrência durante o parto.

 

Nascida e criada no Litoral, Emanuelle enfrentou a perda da funcionalidade corporal, o que tornou o acesso à praia cada vez mais difícil. Durante o ano, sem a estrutura do Verão Maior Paraná, ela não consegue tomar banho de mar, o que torna a experiência ainda mais esperada e emocionante. “O contato com a água salgada tem efeito terapêutico em mim, ajuda a aliviar espasmos musculares e proporciona relaxamento. Por isso esse o programa é tão importante para o meu bem-estar e a para inclusão de pessoas com deficiência”, afirma.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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