Cotidiano
Paraná lidera índice de pré-natal do Brasil pelo sexto ano consecutivo

Pelo sexto ano consecutivo, o Paraná registra o maior percentual de nascidos vivos de mães que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, o índice alcançou 89%, o melhor resultado desde 2020 e o mais elevado do País em toda a série recente. O índice supera a média nacional, de 79,2%, e reflete a estratégia permanente do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), de ampliar o acesso ao acompanhamento precoce, fortalecer a prevenção e assegurar cuidado contínuo às gestantes.
Os dados de 2025 do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) confirmaram a liderança estadual no ranking nacional de gestantes com sete ou mais consultas de pré-natal. Santa Catarina aparece na segunda posição, com 84,4%, seguida do Rio Grande do Sul, com 84,2%. Na outra extremidade, Roraima, Amapá e Acre registraram os menores percentuais, com 58,3%, 59,1% e 61,6%, respectivamente.
O pré-natal representa uma das ações mais eficazes da saúde pública para proteger mães e bebês. É nesse acompanhamento que se identificam precocemente fatores de risco, se orientam hábitos saudáveis e se monitoram as condições clínicas ao longo da gravidez, permitindo intervenções oportunas e redução de complicações evitáveis.
Condições como hipertensão, diabetes, obesidade e tabagismo podem influenciar diretamente o desenvolvimento da gestação. Quando reconhecidas e acompanhadas desde o início, tornam-se passíveis de controle, contribuindo para desfechos mais seguros, diminuição de internações e melhor qualidade de vida para mães e recém-nascidos.
Os indicadores apresentados pelo Paraná são resultado da implantação de princípios da Linha de Cuidado: captação precoce da gestante (até 12 semanas de gestação); estratificação de risco da gestação; acompanhamento no pré-natal, com no mínimo sete consultas e garantia de exames e atendimento na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) para as gestantes de risco intermediário e alto risco; vinculação da gestante ao hospital de referência e atenção ao parto, conforme risco gestacional; atenção ao puerpério e atendimento ao recém-nascido; planejamento sexual e reprodutivo, e promoção à saúde.
Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias









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