Cotidiano

Paraná amplia vacinação da BCG em maternidades e protege bebês contra a tuberculose

O Paraná vem consolidando um passo decisivo na proteção da primeira infância com a aplicação da vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) diretamente nas maternidades. Trinta e nove unidades, entre hospitais públicos, filantrópicos e universitários, já integram o cronograma de vacinação precoce, assegurando que o bebê saia da maternidade protegido contra as formas graves de tuberculose.

 

Historicamente, a BCG era aplicada majoritariamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que exigia que os pais deslocassem o recém-nascido nos primeiros dias de vida. A nova estratégia inverte essa lógica, já que a vacina vai até o bebê. É uma ação que vem sendo orientada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mais uma forma de combater a mortalidade infantil.

 

A tuberculose continua sendo uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo. No Brasil, embora o tratamento seja gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a prevenção por meio da vacina nas primeiras horas de vida (preferencialmente nas primeiras 12 horas para bebês com mais de 2kg) é a única forma de evitar que a bactéria atinja o sistema nervoso central ou se espalhe pelo corpo do recém-nascido, o que pode ser fatal.

 

A vacina BCG é aquela que pode, ou não, deixar uma pequena cicatriz no braço. Essa marca é uma reação do organismo e, caso não ocorra, não significa que não funcionou. São raros os casos em que a cicatriz não se forma, mas, se isso acontecer com seu bebê, pode se tranquilizar, pois ele está sim imunizado, não sendo necessária a reaplicação.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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