Agronegócio

Número de registros da raça Girolando bate recorde em 2025

A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando alcançou, em 2025, o maior número de registros genealógicos de sua história. Ao todo, foram contabilizados 113.690 registros em todo o país, resultado que representa crescimento de 5% em relação a 2024, quando foram registrados 108.404 animais.

 

Em comunicado, o presidente da entidade, Alexandre Lacerda, afirmou que o resultado superou a meta definida para o período.

 

“Apesar de ter sido um ano difícil para o produtor, por conta do aumento significativo das importações de leite e do baixo preço pago pelo litro do produto, conseguimos superar tanto os números de 2024 (108.404 registros) quanto a meta estabelecida para 2025, que era de cerca de 111 mil. Isso confirma que a demanda pela raça girolando segue muito firme”.

 

Além do total geral, duas categorias do Serviço de Registro Genealógico atingiram seus maiores números. O Registro Genealógico de Nascimento (RGN) encerrou o ano com 48.052 registros, crescimento de 11,23%. Já o Registro Genealógico Definitivo (RGD) – Genealogia Conhecida somou 46.671 registros, aumento de 3,69%.

 

Delegada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desde 1989 para executar o serviço da raça no Brasil, a Associação de Girolando acumula atualmente 2.450.816 registros em seu banco de dados.

 

De acordo com o superintendente técnico da entidade, Leandro Paiva, o desempenho está relacionado a mudanças na condução dos rebanhos leiteiros.

 

“Embora a pecuária leiteira venha enfrentando uma crise, o mercado de animais girolando tem se mantido bastante aquecido. Isso ocorre porque o produtor se conscientizou de que trabalhar com animais de alto valor produtivo e genética agregada garante aumento sustentável da produção, sem elevação significativa dos custos”, destacou.

 

“As fazendas estão garantindo mais rentabilidade para seus negócios ao substituir vacas de baixa produção ou no final da lactação por animais mais jovens, eficientes e geneticamente superiores”, acrescentou.

 

Texto e foto: reprodução/Canal Rural, com edição NH Notícias

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