Cotidiano
Mulheres assumem protagonismo nas forças de segurança do Paraná

As mulheres estão assumindo cada vez mais protagonismo nas forças de segurança do Paraná. Em diferentes frentes, do resgate ao policiamento, da investigação à ciência forense e à gestão do sistema penal, elas ajudam a escrever uma história marcada por pioneirismo, superação e compromisso com a população. Atualmente, são 4,5 mil profissionais nas polícias Militar, Civil, Penal e Científica, além do Corpo de Bombeiros. É o maior contingente da história.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) foi a mais recente entre as cinco corporações a somar a presença feminina em seu efetivo. Há vinte anos, em 2005, a primeira turma mista de homens e mulheres foi formada e desde então as bombeiras paranaenses vêm conquistando espaço e protagonizando avanços importantes dentro da corporação.
Apesar do pai policial, foi a mãe médica que incentivou a major Carolina Pauleto Ferraz Zancan a entrar para a Polícia Militar do Paraná (PMPR). “Ela sempre me dizia que eu tinha que fazer aquilo que eu tinha vontade e que me faria feliz, e no primeiro dia já me identifiquei com a PM. Hoje sou totalmente apaixonada pela profissão. Se voltasse no tempo, escolheria ser policial militar novamente”, afirma.
Ao longo da carreira, ela atuou em diferentes setores da corporação. Hoje coordena a Patrulha Maria da Penha, iniciativa voltada ao acompanhamento e proteção de mulheres vítimas de violência doméstica.
Há 31 anos na perícia criminal, a perita oficial Nadir de Oliveira Vargas acompanhou de perto a evolução da atividade pericial no Paraná, desde o período em que a perícia ainda integrava a PCPR, até a atual estrutura da Polícia Científica do Paraná (PCIPR). Ao longo dessa trajetória, construiu carreira na área de Documentoscopia e Grafotecnia, onde hoje atua como chefe da seção, dedicada à análise de documentos e assinaturas que ajudam a esclarecer crimes.
Segundo ela, o ambiente profissional mudou significativamente ao longo das décadas, especialmente em relação à presença feminina nas instituições de segurança e na própria ciência forense. “Houve um avanço civilizatório muito grande. Hoje existe muito mais respeito, reconhecimento e espaço para a atuação das mulheres”, afirma.
Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias









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