Segurança

Morte de gestante e bebê revolta familiares em Santa Catarina

Quase uma semana após a morte de Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, em um parto de emergência, a família ainda se encontra buscando espaço para o luto em meio às denúncias de negligência médica em Indaial, no Vale do Itajaí.

 

Lucas, namorado da gestante e pai da bebê que nasceu sem batimentos cardíacos, usou suas redes sociais para expressar a falta que sente da companheira.

 

Lucas também lamentou não ter tido a oportunidade de pedir Maria Luiza em casamento e, especialmente, de criar a filha do casal. “Sempre vai ser o meu maior amor. Hoje meu maior sonho é poder reencontrar vocês”, desabafou.

 

A mãe da jovem, Luana Bogo Petry, também aproveitou as redes sociais para fazer mais um relato sobre o que ela acredita ter sido um caso de negligência médica. Apesar de apresentar sintomas graves e alterações nos exames, Maria Luiza foi liberada em diferentes ocasiões antes de ser internada em estado crítico, pouco antes de morrer.

 

Um dos diagnósticos da jovem era de diabetes gestacional, mas nos dias anteriores à internação ela apresentava dores no corpo, plaquetas baixas, febre e manchas na pele.

 

Segundo a mãe, após uma última visita ao posto de saúde, um carro da Prefeitura de Indaial a levou até o Hospital Beatriz Ramos), onde os profissionais de saúde já decretaram as baixas chances de sobrevivência.

 

Maria foi então encaminhada a UTI do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, com um estado grave de infecção generalizada. “Em seis minutos realizaram uma cesariana de emergência no pronto socorro mesmo. Agora eu me pergunto, o que matou minha filha? Tão jovem, tão cheia de saúde, tão linda”, questiona a mãe.

 

A Associação Beneficente Hospital Beatriz Ramos informa que, desde a ocorrência envolvendo a paciente Maria Luiza Bogo Lopes, iniciou imediatamente a adoção de todas as medidas cabíveis para o esclarecimento completo dos fatos.

 

Segundo o hospital, o caso está sendo submetido a investigação técnica rigorosa, conduzida em conformidade com os protocolos do CFM (Conselho Federal de Medicina) e do Ministério da Saúde, respeitando todos os fluxos institucionais aplicáveis.

 

Texto e foto: reprodução/ND Mais, com edição NH Notícias

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