Cotidiano

Ministério Público propõe que Sanepar reembolse consumidores por água com gosto e cheiro ruins em Ponta Grossa

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) propôs um acordo para que a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) reembolse moradores de Ponta Grossa, nos campos gerais, após semanas de reclamações sobre água com gosto e cheiro ruins. O termo também prevê o pagamento de R$ 5 milhões em indenização.

 

A proposta foi formalizada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O valor da indenização deve ser destinado ao fundo municipal de direitos difusos, para projetos que beneficiem a população.

 

Pelo acordo, consumidores que tiveram gastos extras, como a compra de água mineral, poderão solicitar reembolso, desde que apresentem comprovantes. O pagamento deve ser feito em até 30 dias após o pedido à companhia.

 

O MP baseia a medida no Código de Defesa do Consumidor e em normas do Ministério da Saúde, que determinam que a água fornecida deve ser incolor, sem cheiro e sem gosto.

 

Os problemas no abastecimento começaram em janeiro e duraram quase dois meses. Moradores relataram odor e sabor alterados na água. No início de março, também houve registros de água com coloração marrom e alaranjada saindo das torneiras.

 

Segundo a Sanepar, o gosto e o cheiro foram causados por um aumento atípico de algas na represa de Alagados, responsável por cerca de 30% da captação de água da cidade. Já a mudança de cor foi provocada pelo rompimento de uma rede, situação que durou dois dias.

 

Em nota, a Sanepar informou que ainda não há definição sobre o acordo e que mantém diálogo com o Ministério Público. A empresa afirma que a qualidade da água foi normalizada no município.

 

O TAC também prevê que a companhia continue monitorando a qualidade da água em Ponta Grossa.

 

Texto e foto: reprodução/g1, com edição NH Notícias

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