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Mãe denuncia agressões e ameaças contra filho em CMEI: “se fizer xixi vou te beliscar”

Uma mãe denunciou agressões e ameaças contra o filho, de três anos, em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. A criança teria sofrido beliscões na genitália após fazer xixi na calça. Em entrevista exclusiva ao Portal Ric ela detalha como a violência provocou sequelas psicológicas no menino. Por motivos de segurança, os nomes das vítimas foram alterados.

 

Jonathas era aluno de um CMEI, localizado no bairro Palmital. Em agosto, o Portal Ric denunciou outras agressões e abusos contra crianças em outra creche de Colombo, situada no Guaraituba.

 

Rachel é professora e mãe de Jonathas. Ela relata que nos últimos meses o filho dela começou a adotar comportamentos fora do padrão, como por exemplo, não querer mais ir à creche e também não conseguir segurar o xixi. Além disso, a criança começou a apresentar ferimentos no rosto e pescoço após voltar das aulas.

 

“Ele começou a não querer ir mais. Ele chorava, gritava. Chegou um dia a me bater porque ele não quis ir mais para a creche. Dizia que a professora falava que se ele fizesse xixi na calça, ia beliscar o pint* dele. Também chegava com machucado no olho, bochecha. A professora dizia na agenda que isso acontecia nas brincadeiras, mas ele negava e culpava a professora”, disse Rachel.

 

Rachel ainda pontuou que esses conflitos entre professora e o filho dela aconteciam principalmente no momento em que as crianças cochilavam após o intervalo das aulas. Segundo ela, devido aos meses mais frios, a criança começou a urinar nesse momento e, segundo ela, isso teria motivado os beliscões.

 

“Aí, ela falava para ele, se você fizer xixi de novo, eu vou beliscar seu pint*. E isso acho que ela foi falando e ameaçando ele. Aí, chegava lá, todo dia ele tinha feito xixi, todo dia. Começou a fazer xixi de novo. Na casa que ele estava andando, de repente, ele parava e fazia xixi. Eu falei assim, vou ter que marcar uma reunião”, prosseguiu Rachel.

 

A mulher pontuou que procurou à direção do CMEI e comunicou as agressões e as ameaças. A equipe pedagógica prometeu afastar a docente, mas a profissional retornou ao trabalho semanas depois.

 

A Prefeitura de Colombo, por meio da Secretaria Municipal de Educação, também se posicionou por nota e pontuou que está ciente da denúncia, que a criança passou por escuta especializada e que encaminhou o relatório ao Conselho Tutelar e ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

 

“A Prefeitura repudia qualquer violência contra crianças e adolescentes e colabora integralmente com as investigações para garantir que os fatos sejam apurados com transparência e responsabilidade”, complementou o órgão na nota.

 

Texto e foto: reprodução/RIC.com.br, com edição NH Notícias

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