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IAT resgata 29 cutias e 9 pacas de criadouro irregular em Cantagalo

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O Instituto Água e Terra (IAT) concluiu nessa quarta-feira (1º), com o transporte e a destinação final, uma operação extensa que resultou no fechamento de um criadouro irregular e na apreensão de 38 animais, sendo 29 cutias (Dasyprocta spp.) e 9 pacas (Cuniculus paca), em Cantagalo, no Centro-Sul do Estado. O espaço estava com a Licença de Operação vencida e não cumpriu as exigências necessárias para a renovação. O responsável foi autuado, com multa de R$ 67 mil, e vai responder pelo crime ambiental.

 

A força-tarefa começou no dia 20 de março e contou com técnicos de diferentes regionais do órgão ambiental, braço da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

 

“Foi uma operação grande, desenvolvida pelo escritório regional do IAT em Guarapuava com o apoio da sede em Curitiba e dos escritórios regionais do Litoral e de Foz do Iguaçu. Além do número elevado de animais, as pacas são mamíferos agressivos, que não possuem um manejo simples, por isso foi necessário muito preparo para que as ações pudessem ser feitas com segurança, com a contabilização e avaliação clínica dos animais antes do transporte”, explica o médico veterinário do IAT, Pedro Chaves de Camargo.

 

Durante a vistoria, foi constatado que o espaço que abrigava os animais estava operando com uma série de irregularidades, não oferecendo atendimento veterinário, alimentação adequada e controle zootécnico aos mamíferos. Além disso, não havia nenhuma documentação ou registro sobre a origem das pacas e cutias.

 

Ao todo, a operação resultou em um total de R$ 67 mil em multas. Do montante, R$ 59,5 mil são decorrentes das apreensões – R$ 500 a cada cotia e R$ 5 mil por paca, já que a espécie ameaçada no Estado. Já os R$ 7,5 mil restantes foram em razão da falta da documentação apropriada para o funcionamento do local.

 

Logo após a autuação, o órgão ambiental iniciou a logística de destinação dos animais para complexos devidamente licenciados, onde serão inseridos em programas de reprodução e refaunação, visando a reintrodução das espécies em seu habitat natural. O manejo terminará nos próximos dias.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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