Agronegócio
Governo vê risco de quebra de safra com El Niño e prevê acionar térmicas por seca

O governo federal identificou riscos de quebra das safras do arroz e do milho por causa do El Ninõ, e se prepara para acionar usinas termelétricas para compensar uma provável redução da produção de hidrelétricas.
A avaliação foi exposta em reunião do presidente Lula (PT) com ministros no Palácio do Planalto nessa quarta-feira (29). O custo das medidas planejadas deve ficar na casa de R$ 1,3 bilhão, de acordo com apresentação da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
O El Niño é um fenômeno climático que consiste no aumento da temperatura da água no oceano Pacífico, que causa alterações em regimes de chuvas, entre outras consequências. A previsão é que a elevação da temperatura passe de 2 graus, uma variação classificada por especialistas como muito forte. No Brasil, os efeitos devem variar por região.
“Se ele vai acontecer de forma grave, nós estamos preparados. Se ele não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa grave. O que é duro é quando acontece alguma coisa que ninguém está preparado”, disse Lula na reunião.
A expectativa é que haja secas ou atraso das chuvas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, o receio é com enchentes e deslizamentos causados por excesso de chuvas.
O governo espera escassez de água em reservatórios, com queda de geração de usinas hidrelétricas como Jirau, Santo Antônio e Belo Monte, na região Norte. Isso deverá aumentar a necessidade de geração por fontes térmicas, com medidas para garantir o suprimento de combustível para essas plantas.
A cúpula do governo também detectou o risco de quebra de safra de arroz e milho, e planeja aumentar os estoques desses gêneros agrícolas -mais 310 mil toneladas no caso do arroz e 180 mil toneladas no caso do milho. Essas compras custariam por volta de R$ 850 milhões.
O governo quer antecipar a distribuição de 160 mil cestas básicas que já seriam compradas e expandir em mais 350 mil desses kits de alimentos para o atendimento a populações como povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros.
Texto e foto: reprodução/Bem Paraná, com edição NH Notícias










Comentários