Política

Fachin defende fim do inquérito das fake news em meio à crise institucional do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu, nesta sexta-feira (4), o encerramento do chamado inquérito das fake news, investigação aberta de ofício em 2019 para apurar a divulgação de notícias falsas e ataques contra a Corte e seus membros.

 

A manifestação ocorre em meio à crise interna do tribunal, agravada pelo confronto entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no âmbito das investigações do caso Master.

 

Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, Fachin afirmou que os acontecimentos recentes no Supremo reforçaram a necessidade de avançar em três medidas consideradas prioritárias por sua gestão.

 

“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas da nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”, afirmou o presidente do STF, Edson Fachin.

 

A fala representa uma sinalização importante do presidente do STF sobre uma investigação que se tornou uma das mais controversas da história recente da Corte.

 

O inquérito foi instaurado em 2019 pelo então presidente do Supremo, Dias Toffoli, à revelia do Ministério Público e sem sorteio para escolha do relator, passando a ser conduzido por Alexandre de Moraes.

 

Desde então, a investigação se prolongou por anos e acumulou decisões que ampliaram seus contornos originais, servindo de base para acusações de censura nas redes sociais e ataque a direitos individuais, como a livre manifestação de pensamento. Foi apelidado pelos críticos de inquérito do “fim do mundo”.

 

Texto e foto: reprodução/RIC.com.br, com edição NH Notícias

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