Segurança
Erro no IML leva famílias a sepultarem corpos errados

Um erro na liberação de três corpos pelo Instituto Médico Legal (IML) fez com que dois homens fossem velados e sepultados pelas famílias erradas em Florianópolis. O Ministério Público de Santa Catarina informou, nessa sexta-feira (8), que vai instaurar procedimento para apurar o caso.
Uma das vítimas era Juliano Henrique Guadagnin, de 24 anos, que morreu de acidente de moto em 9 de abril. Os outros dois foram vítimas de homicídio e tiveram os corpos encontrados no mesmo dia. Dois deles foram liberados no dia 10 para as respectivas cerimônias de despedida. Um deles foi entregue à funerária contratada pela família de Juliano.
“Eu velei uma pessoa achando que fosse meu filho, eu carreguei o caixão de uma outra pessoa achando que era meu filho”, disse a mãe dele, Mônica Raquel Guadagnin.
Além de Juliano Guadagnin, outros dois homens vítimas de homicídio foram encontrados mortos mesma na região em 9 de abril. Os três corpos foram recolhidos na mesma viatura e levados para a Polícia Científica, órgão oficial de perícia do estado.
Os corpos enterrados foram exumados e, depois de passar novamente pelo IML, foram sepultados novamente no dia 13.
O erro só foi identificado quando um familiar de uma das vítimas foi até o Instituto Médico Legal para identificar o corpo.
“Foi feito o velório dele às 14h, foi feito o sepultamento às 17h. Saímos do cemitério, viemos para casa e, quando eu chego em casa, eu recebo um telefonema da funerária pedindo que eu retornasse na central de óbitos que houve um problema com o IML. Foi tratado assim: ‘um problema com o IML'”, comentou Mônica.
Texto e foto: reprodução/g1, com edição NH Notícias








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