Cotidiano
Catedral de Guarapuava acolhe Missa dos Santos Óleos

A Catedral Nossa Senhora de Belém, em Guarapuava, acolhe nessa terça-feira (31), às 19 horas, a Missa dos Santos Óleos. Presidida pelo bispo diocesano, Dom Amilton Manoel da Silva, a celebração reuniu padres e fiéis de toda a Diocese, manifestando de forma concreta a unidade do povo de Deus.
Conhecida também como Missa do Crisma, a celebração não se refere ao sacramento da Crisma em si, mas ao óleo do Santo Crisma, consagrado durante a liturgia. “A Missa do Santo Crisma não é a missa do sacramento da Crisma, mas do óleo do Crisma. É nessa celebração que o bispo consagra o Santo Crisma e abençoa também os outros óleos, que serão usados ao longo do ano nos sacramentos nas comunidades”, explica Dom Amilton.
Durante a celebração, são abençoados e consagrados três óleos sagrados que acompanham a vida sacramental da Igreja. O Óleo dos Catecúmenos, ou òleo do Batismo, é abençoado e utilizado na preparação para o Batismo, simbolizando a força de Deus na vida daquele que inicia a caminhada cristã. O Óleo dos Enfermos, também abençoado, é destinado à unção dos doentes, levando consolo, fortaleza e esperança diante do sofrimento. Já o Santo Crisma, perfumado com bálsamo e consagrado pelo bispo, é utilizado na Crisma e na Ordenação sacerdotal, expressando a presença do Espírito Santo e a missão confiada aos fiéis.
Além do significado sacramental, a Missa dos Santos Óleos possui um forte caráter eclesial. Também chamada de Missa da Unidade, ela expressa a comunhão entre o bispo, os padres e todo o povo de Deus. “É uma missa especial, chamada também de Missa da Unidade. Nela, o bispo se reúne com todos os padres da diocese, e eles renovam as promessas sacerdotais, permanecendo no serviço, na comunhão com o bispo, com o Papa e com toda a Igreja”, destaca o bispo.
A renovação das promessas sacerdotais é um dos momentos mais marcantes da celebração. Diante do bispo e dos fiéis, os padres reafirmam o compromisso assumido na ordenação, renovando a disposição de servir com fidelidade, zelo pastoral e amor à Igreja. Trata-se de um gesto que reforça a identidade do ministério sacerdotal e sua missão de conduzir o povo de Deus.
Para Dom Amilton, a celebração evidencia a natureza da Igreja como comunhão. “Ela é importantíssima, porque é uma missa de unidade, de comunhão. Mostra que a Igreja não caminha de forma isolada, mas unida, numa hierarquia que é serviço, sustentando a vida da Igreja ao longo dos tempos”, afirma.
Texto e fotos: reprodução/Diocese de Guarapuava, com edição NH Notícias










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