Cotidiano
Bombeiros alertam para risco de descargas elétricas no mar durante temporais no Carnaval

Com a previsão de aumento da instabilidade climática para o feriado prolongado de Carnaval, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça o alerta aos banhistas sobre os riscos de descargas elétricas durante tempestades no Litoral e em áreas de banho em rios e represas.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), uma frente fria avança sobre o Estado a partir desta sexta-feira (13), provocando aumento significativo das chuvas e risco de tempestades em todas as regiões, inclusive com raios.
Segundo a capitã Tamires Pereira, do Corpo de Bombeiros, as descargas elétricas representam um risco extremo para quem está no mar ou na faixa de areia. “O raio sempre busca o caminho mais fácil até o solo, e a água do mar é um excelente condutor de eletricidade, assim como o corpo humano molhado. Na praia, geralmente não há estruturas altas que disputem essa descarga, fazendo com que pessoas, embarcações ou objetos isolados se tornem alvos preferenciais”, explica.
Um dos principais alertas dos bombeiros é que não é necessário estar chovendo no local para haver risco. As descargas elétricas podem ocorrer a vários quilômetros de distância da área onde a tempestade está se formando. “Muitas vezes o céu ainda está parcialmente aberto, mas a tempestade já está ativa no horizonte. Se você escuta o trovão, o raio já está próximo o suficiente para oferecer risco. Não é seguro esperar a chuva começar para sair da água”, reforça a capitã.
Entre os sinais de aproximação de tempestade estão o escurecimento rápido do céu, nuvens carregadas, aumento repentino do vento, queda de temperatura e, principalmente, trovões audíveis.
A orientação dos bombeiros é clara: ao perceber qualquer um desses sinais, o banhista deve sair da água imediatamente, sem hesitar. Como regra prática de segurança, se o intervalo entre o relâmpago e o som do trovão for menor que 30 segundos, a tempestade está perigosamente próxima. O retorno à água só é considerado seguro após, pelo menos, 30 minutos sem novos trovões.
Um erro comum, segundo o CBMPR, é acreditar que permanecer em água rasa ou próximo da areia reduz o perigo. “A eletricidade se espalha rapidamente pela superfície da água e pelo solo molhado. Mesmo em locais rasos, a pessoa pode sofrer uma descarga grave ou fatal”, alerta a capitã Tamires.
Outros comportamentos de alto risco são buscar abrigo sob árvores isoladas, permanecer segurando objetos metálicos ou altos, como varas de pesca, pranchas e guarda-sóis, além do uso de celular ao ar livre durante tempestades. “O local mais seguro é dentro de edificações fechadas, como quiosques estruturados, restaurantes ou veículos com teto metálico e portas fechadas. Abrigos improvisados, como guarda-sóis ou árvores, não oferecem proteção”, destaca a bombeira.
Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias








Comentários