Política

Lula reeleito terá de remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento para pagar promessas

Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva gestures as he speaks during the signing ceremony of the new Income Tax Law at the Planalto Palace in Brasilia. on November 26, 2025. (Photo by Evaristo Sa / AFP)

Reeleito nesse domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá um novo desafio nos próximos dias. O Orçamento de 2027 precisará ser ajustado para acomodar o pacote de bondades anunciado pelo seu governo durante a campanha eleitoral.

 

O Ministério do Planejamento e Orçamento estima que será necessário remanejar cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para custear medidas anunciadas nas últimas semanas. Segundo a pasta, o ajuste corresponde a pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos previsto para o próximo ano.

 

Entre as medidas anunciadas pelo Executivo, estão o reajuste do Bolsa Família e a terceira edição do programa Desenrola, cujos impactos são estimados em R$ 22,7 bilhões e R$ 5 bilhões, respectivamente.

 

Também será necessário fazer ajustes pelo lado da receita, já que a União deixará de arrecadar R$ 5,3 bilhões em 2027 com o fim das bets.

 

Além das despesas já contratadas, Lula também precisará acomodar os gastos previstos com as medidas anunciadas por ele próprio durante a sua campanha ao Palácio do Planalto.

 

Na reta final das eleições, Lula prometeu ampliar o Pé-de-Meia para estudantes universitários e criar o chamado Pix MEI, que prevê transferências de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais.

 

Antes do segundo turno, o presidente também enviou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê transporte público gratuito aos fins de semana. Para custear a gratuidade, o texto prevê destinar 26,8% do valor reservado às emendas parlamentares. O percentual equivale a R$ 12 bilhões em 2027.

 

Texto e foto: reprodução/CNN Brasil, com edição NH Notícias

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