Cotidiano

Pesquisador da Embrapa de Londrina explica resultados dos biológicos na Fatec Ivaiporã

Uma economia estimada em US$ 25 bilhões com fertilizantes nitrogenados na safra brasileira de soja. Este foi um dos resultados apresentados pelo pesquisador da Embrapa Soja, Marco Antônio Nogueira, que veio de Londrina a convite da Fatec Ivaiporã para participar da Semana Acadêmica de Agronomia – X TecnoAgro, na última sexta-feira (16).

 

O engenheiro agrônomo e doutor em Agronomia, Marco Nogueira abordou o tema Insumos Biológicos na Agricultura Brasileira – ciência, eficiência e resultado. Explicou como estes produtos são utilizados na nutrição das plantas e no controle de pragas, e apontou os cuidados que interferem no resultado da aplicação.

 

No que se refere à soja, o pesquisador disse que a economia vem da fixação biológica de nitrogênio, e bactérias fornecem o nutriente às plantas permitindo dispensar os fertilizantes nitrogenados. “A tecnologia acompanhou o desenvolvimento da cultura no país e continua atendendo às necessidades das lavouras – mesmo com o aumento da produtividade ao longo das décadas”, comentou o engenheiro agrônomo.

INOCULANTES

 

Marco Nogueira informou que 85% dos produtores utilizaram inoculantes na última safra. Para quem aplicou o produto em anos anteriores, o pesquisador recomenda manter a inoculação anual, que proporciona um ganho médio de produtividade de 8%.

 

O pesquisador também mencionou a substituição da adubação nitrogenada na soja que evitou a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. “O cálculo considera a fabricação, transporte, aplicação e as perdas dos fertilizantes”, avisou.

 

Segundo o engenheiro agrônomo, a Embrapa verificou que o uso de inoculante para milho, à base de Azospirillum brasilense, pode aumentar em pelo menos 25% a eficiência de aproveitamento do nitrogênio aplicado ao milho. “O resultado é referente a 10 anos de pesquisa e mais de 30 experimentos”, disse Marco Nogueira.

 

No controle de pragas, o pesquisador esclareceu que há situações em que o biológico complementa o químico, citando a mosca-branca, cujo manejo pode ter melhores resultados com aplicações alternadas ou sequenciais dos 2 tipos de produto.

 

CUIDADOS NA LAVOURA

 

Marco Nogueira alertou que a eficiência depende das condições de armazenamento, aplicação e manejo da propriedade. “Misturas incompatíveis com produtos químicos podem matar as células dos microrganismos. O calor excessivo e a exposição à radiação ultravioleta também prejudicam a resposta no campo”, informou.

 

O pesquisador recomendou a diversificação de culturas, plantas de cobertura e aporte de matéria orgânica para oferecer condições de sobrevivência aos microrganismos no solo, e encerrou defendendo o estudo de microbiologia, nutrição de plantas e manejo de pragas e doenças para que o profissional compreenda como cada produto atua antes de recomendá-lo.

 

A coordenadora do curso de Agronomia, Silmara Pietrobelli, fez um balanço positivo da programação do X TecnoAgro e informou que a Semana Acadêmica será encerrada com a Feira do Agronegócio. A data será definida conforme as previsões meteorológicas.

 

Texto e fotos: reprodução/assessoria

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