Segurança

Bebê morre na barriga da mãe após dias de espera em hospital

Uma família de Valparaíso/GO viveu uma tragédia na reta final da gestação de Alef Gael, que morreu ainda no útero da mãe, Ketlen Stéfany Ferreira (31 anos) quando ela estava com oito meses de gravidez. O caso ocorreu após dias de atendimentos em unidades de saúde da rede pública do Distrito Federal.

 

Segundo boletim de ocorrência, a gestante procurou o Hospital Regional do Gama (HRG) na terça-feira (16) após sentir fortes dores na lateral da barriga. Exames iniciais apontaram alterações laboratoriais, incluindo plaquetas baixas. Naquele momento, conforme relato do marido, Ricardo Ribeiro da Cruz, os batimentos cardíacos do bebê estavam normais.

 

Conforme o Metrópoles, sem estrutura de maternidade, a paciente foi encaminhada ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde foi classificada com pulseira verde, indicada para casos de menor gravidade. Diante da demora no atendimento, a família buscou ajuda no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), onde a gestante recebeu classificação de risco mais alta, com pulseira laranja, e acabou sendo novamente encaminhada ao HRSM.

 

Nos dias seguintes, já internada, o quadro passou a se agravar. A família relata que os batimentos cardíacos do bebê começaram a apresentar alterações, com redução progressiva da frequência. Mesmo assim, segundo o pai, a situação teria sido considerada estável pela equipe médica em alguns momentos.

 

Na sexta-feira (19), os profissionais não conseguiram mais detectar os batimentos cardíacos fetais. Uma ultrassonografia confirmou a morte do bebê ainda no útero. Após o diagnóstico, a família afirma que houve demora de cerca de cinco horas até a realização do procedimento de retirada.

 

O casal aguardava o nascimento do primeiro filho juntos. O enxoval já estava preparado e o parto era previsto para o mês seguinte. A família também é proprietária de um restaurante em Valparaíso, que está temporariamente fechado desde a internação da gestante.

 

Texto e foto: reprodução/aRede, com edição NH Notícias

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