Cotidiano
Ponte de Guaratuba transforma rotina dos moradores do Litoral

Ir e voltar mais rápido do trabalho, demorar menos para chegar na aula, agilidade no atendimento de saúde e até a facilidade para fazer uma entrega ou uma corrida de táxi. Tudo isso já está acontecendo no Litoral do Paraná menos de duas semanas após a inauguração da Ponte de Guaratuba. O percurso entre as cidades de Guaratuba e Matinhos, que dificilmente levava menos de 40 minutos – mas poderia chegar até algumas horas em dias de muito movimento ou com condições climáticas adversas – agora dura minutos.
“O primeiro dia que cruzei a ponte para vir trabalhar parecia que eu estava indo a um lugar novo, diferente. Eu cronometrei, deu um minuto e meio”, conta o funcionário público Alexandre Palhares, de 37 anos. Ele mora em Guaratuba, mas trabalha na Prefeitura de Matinhos. E mesmo fazendo o percurso diário de moto, levava pelo menos 40 minutos só para fazer a travessia tanto na ida, quanto na volta do trabalho, perdendo horas preciosas com os dois filhos e a esposa.
“É muito tempo, principalmente para quem tem uma vida corrida como a minha, com dois filhos, e um deles bebê. Agora tenho mais tempo para ficar com a minha família, resolver minhas coisas pessoais, é um tempo que eu tenho para mim mesmo”, afirma Palhares. “E com a moto ainda ficava mais fácil, mas conheço muita gente que usava o carro e, principalmente nos feriados, levava horas para conseguir atravessar”.
Inaugurada em 1º de maio, a ponte sobre a Baía de Guaratuba é um marco para a cidade, que dependia do ferry boat fazendo a ligação entre Guaratuba em Matinhos. A outra opção era ir até Garuva, já em Santa Catarina, para poder chegar a Curitiba ou outros lugares por terra.
Ambos os percursos dificultavam a vida de cidadãos e turistas, principalmente em momentos críticos, como uma emergência de saúde, para levar pessoas para serem atendidas no Hospital Regional de Paranaguá ou na Capital. Também não eram raras as filas de veículos que ser formavam para a travessia, principalmente na temporada, fins de semana e feriados.
O taxista Artemio Rodrigues Mendes dificilmente pegava corridas para Matinhos, porque perdia mais tempo na travessia do que dirigindo. “Às vezes pintava algumas corridas, mas eu recusava, porque ou ela ficava muito cara ou demorava demais. Dava três horas para ir e voltar e com esse tempo eu poderia levar algum passageiro para o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e voltar para Guaratuba”, diz.
Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias










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