Cotidiano

Projeto conectará UTIs de hospitais regionais ao Pequeno Príncipe para acompanhar bebês com cardiopatias

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou nessa quarta-feira (25), no evento Saúde em Movimento, o projeto “Bate-Bate Coração”, uma iniciativa pioneira no país que reforça o protagonismo do Estado na qualificação do cuidado neonatal.

 

A proposta utiliza tecnologia de ponta e telemedicina para conectar UTIs neonatais de hospitais regionais ao Hospital Pequeno Príncipe (HPP), referência nacional em cardiologia pediátrica, com o objetivo de aprimorar o diagnóstico e o acompanhamento de recém-nascidos com cardiopatias congênitas graves.

 

O projeto havia sido lançado pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, na abertura do evento, na terça-feira (24), juntamente com outros investimentos na área da Saúde que, juntos, somam R$ 1,1 bilhão.

 

Idealizado e coordenado pela Sesa, o “Bate-Bate Coração” receberá investimentos de R$ 3 milhões e foi viabilizado a partir de uma parceria firmada com o Hospital Pequeno Príncipe. Por meio de uma linha de cuidado estruturada, a equipe especializada do HPP passa a atuar remotamente no suporte às unidades de saúde de todo o Estado, garantindo respostas mais ágeis e seguras nos casos de cardiopatia neonatal.

 

Entre os recursos tecnológicos, destaca-se o uso de robôs de telepresença posicionados ao lado dos leitos neonatais, permitindo interação em tempo real entre as equipes locais e os profissionais do HPP. A comunicação remota possibilita a análise de exames, discussão de casos, definição de condutas clínicas e acompanhamento dos pacientes antes e depois de procedimentos cirúrgicos, além de suporte em situações de maior complexidade.

 

Cinco hospitais da rede estadual participam da primeira fase do projeto: o Hospital Regional do Norte Pioneiro (Santo Antônio da Platina), o Hospital Norospar (Umuarama), a Santa Casa de Paranavaí, a Santa Casa de Irati e o Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecotis (Francisco Beltrão). Essas unidades, responsáveis por UTIs neonatais em regiões estratégicas, contarão com o apoio técnico do HPP para avaliação clínica, definição de fluxos, capacitação de equipes e implementação de protocolos de atendimento.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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