Agronegócio

Escassez de oferta sustenta alta nos preços do boi gordo no Brasil

O mercado físico do boi gordo mantém uma trajetória de firmeza neste mês de março, com negociações registradas acima das referências médias em diversas regiões produtoras. Segundo a análise de Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, a restrição na oferta de animais prontos para o abate é o fator preponderante para a sustentação dos preços.

 

Esse cenário tem impedido que as indústrias avancem em suas escalas, que atualmente atendem apenas entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

 

Em São Paulo, a arroba no regime a prazo atingiu R$ 355,00, uma alta de 2,90% em relação ao fechamento da semana anterior. Movimento semelhante foi observado em Goiânia (GO), onde o valor saltou para R$ 340,00, representando um avanço de 3,03%. Em contrapartida, praças como Dourados (MS) registraram recuo de 1,45%, enquanto Uberaba (MG) e Cuiabá (MT) mantiveram estabilidade.

 

Além da oferta restrita, o setor lida com um ambiente de volatilidade externa. Conflitos no Oriente Médio, a alta nos combustíveis e o avanço no preenchimento das cotas chinesas trazem instabilidade aos contratos futuros na B3.

 

No mercado atacadista, os preços da carne seguem estáveis, com o quarto traseiro cotado a R$ 27,00/kg, enfrentando resistência para novas altas devido à concorrência com proteínas mais baratas, como o frango e o suíno.

 

Texto e foto: reprodução/aRede, com edição NH Notícias

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