Agronegócio

Agro brasileiro está em alerta com alta de diesel

A tensão no Oriente Médio tem provocado instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Com a intensificação da guerra na região, a passagem foi bloqueada, dificultando o fluxo da commodity para países do Ocidente e elevando o risco de aumento nos preços internacionais.

 

Nos mercados globais, os efeitos já começam a aparecer. O preço do barril de petróleo do tipo Brent chegou a superar US$ 100, acumulando alta nas últimas semanas, segundo dados do mercado internacional.

 

Para o agronegócio brasileiro, a preocupação é direta. O diesel é um dos principais custos operacionais das atividades agrícolas e do transporte de cargas. Além disso, o Brasil importa entre 20% e 30% do diesel que consome, o que torna o país sensível às oscilações do mercado externo.

 

Enquanto o cenário internacional se deteriora, produtores rurais já começam a relatar impactos no mercado interno.

 

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) informou ter recebido relatos de agricultores sobre cancelamentos de pedidos de diesel previamente agendados, além de aumentos superiores a R$ 1,20 por litro nas últimas horas.

 

A entidade afirma acompanhar a situação com preocupação, principalmente porque o problema ocorre em um momento crítico para os produtores gaúchos, que iniciam a colheita da safra 2025/2026 de arroz, etapa que exige grande volume de combustível para o funcionamento de máquinas agrícolas e transporte da produção.

 

Segundo a Federarroz, qualquer problema no abastecimento ou elevação abrupta nos preços pode ampliar ainda mais os custos do setor, que já enfrenta dificuldades.

 

O diesel também representa um dos maiores custos para o transporte rodoviário de cargas, responsável pela maior parte da movimentação de produtos no país.

 

Com a alta do combustível, empresas de transporte precisam renegociar contratos e revisar tabelas de frete, o que pode provocar aumento nos custos logísticos e pressionar preços em toda a cadeia produtiva.

 

Texto e foto: reprodução/Canal Rural, com edição NH Notícias

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