Agronegócio
Produtores denunciam maus-tratos a mais de 300 cabeças de gado sob custódia do Ibama

A Comissão de Agricultura do Senado Federal recebeu denúncia de maus tratos de cabeças de gado que estavam sob responsabilidade do Ibama no estado do Pará. Em nota enviada à reportagem, o órgão afirmou ter doado o rebanho à Secretaria de Educação do município de Placas, nos termos da legislação aplicável à destinação de bens apreendidos
Em audiência pública realizada nessa quarta-feira (4), em Brasília, produtores afirmaram que de 337 animais apreendidos, apenas 180 retornaram aos proprietários após decisão judicial. Os 157 restantes morreram enquanto estavam, supostamente, sob a guarda de um depositário intermediário.
O Ibama argumenta que o gado estava em pasto sobre Reserva Legal, localizada no assentamento Santa Clara, que foi invadida e submetida a desmatamento ilegal, resultando na supressão de aproximadamente 189 hectares de vegetação nativa.
Conforme as fotos registradas pelos pecuaristas que denunciaram o caso, o gado que foi devolvido estava subnutrido, sem condições de ficar em pé, o que gerou acusações de falta de cuidados na alimentação dos animais, além de ausência de transparência do Ibama durante a custódia dos animais.
Para o presidente da Associação dos Produtores Rurais Independentes da Amazônia (Apria), Vinicius Domingues Borba, a devolução do rebanho em condições de “pele e osso” inverte a narrativa de quem é o verdade causador de crueldade animal.
Já o diretor de proteção Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, argumentou que, pela lei, quando alguém assume a posição de depositário e não cumpre com suas obrigações de cuidado do animal ou produto, cabe a ela arcar com os prejuízos. No entanto, no caso do gado apreendido em Uruara, não havia termo formal com a pessoa que reteve o rebanho, o que sugere que a relação de guarda foi estabelecida diretamente com a prefeitura local.
Texto e foto: reprodução/Canal Rural, com edição NH Notícias








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