Agronegócio

“Doença da urina preta” leva à apreensão de 100 toneladas de pescado em frigorífico

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) acionou o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) após uma fiscalização realizada nessa semana, em Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural ao longo da semana.

 

A ação identificou resistência por parte dos responsáveis e o descumprimento de um embargo administrativo em um frigorífico de pescado.

 

Durante a operação, o órgão aplicou multas que somam R$ 2.010.500 e determinou a apreensão administrativa de cerca de 100 toneladas de pescado, que estavam armazenadas sem licença ambiental.

 

A fiscalização ocorreu em meio ao alerta sanitário relacionado à doença de Haff, também conhecida como “doença da urina preta”, associada ao consumo de peixes contaminados ou mal conservados.

 

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a postura adotada no estabelecimento agravou a situação e motivou o encaminhamento do caso ao Ministério Público.

 

“A recusa em receber o auto de infração e os indícios de descumprimento do embargo demonstram total desrespeito à legislação ambiental e à saúde pública. Em um momento de alerta contra a doença de Haff, não podemos aceitar que pescado sem controle sanitário e de origem ilegal circule no Amazonas”, afirmou o diretor-presidente do Ipaam.

 

A ação foi realizada em um frigorífico e comércio de pescados, localizado no bairro Terra Preta, com apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). No local, os técnicos do Ipaam constataram o armazenamento irregular de pescado de diversas espécies e o descumprimento de Termo de Embargo e Interdição, caracterizando reincidência, o que agrava a infração.

 

Além da aplicação das multas, o Ipaam manteve e reforçou o embargo da atividade. O pescado, avaliado em aproximadamente R$ 1,5 milhão, permaneceu no interior do estabelecimento, sob embargo administrativo, sem autorização para comercialização ou retirada, em razão das irregularidades constatadas.

 

Texto e foto: reprodução/Canal Rural, com edição NH Notícias

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