Cotidiano

Maior afiliada da Globo, RPC é vendida por R$ 300 milhões e separada da Gazeta do Povo

É o fim de uma era na comunicação paranaense: na manhã dessa sexta-feira (30), os funcionários da RPC foram avisados que a emissora entrará em fevereiro sob nova administração. A emissora, que é a afiliada mais assistida da Globo no Painel Nacional de Televisão, passa a ser integralmente administrada pela família Lemanski, que até então atuava apenas como sócia minoritária. O clã também assumirá o posto de principal acionista da 98FM, rádio líder de audiência em Curitiba, e da Mundo Livre FM.

 

A família Cunha Pereira, que administrava os veículos desde a sua fundação, vendeu praticamente toda a sua fatia do negócio para os Lemanski. Ela passará a se dedicar exclusivamente ao jornal Gazeta do Povo, que se firmou como uma referência do jornalismo conservador. Em seu discurso de despedida da RPC, Guilherme Cunha Pereira, presidente-executivo da GRPCom contou que o clã já opera em várias frentes, e que as rádios e TVs deixaram de fazer sentido diante do novo cenário do país, já que a empresa está preparando a transição para a sua terceira geração.

 

A nova empresa controladora da RPC e dos veículos de mídia que até então pertenciam ao Grupo Paranaense de Comunicação será comandada por Mariano Lemanski, até então apenas membro do conselho da antiga companhia. Guilherme Boschetti, que já comandava as operações da afiliada da Globo, segue no posto mesmo com a nova gestão. A GRPCom, que continuará sob o comando de Guilherme Cunha Pereira, fica com os ativos ligados aos antigos veículos impressos — além da Gazeta do Povo, a Tribuna do Paraná também seguirá com a família.

 

Maior afiliada da Globo no país, a RPC é o fruto de uma construção de décadas de Francisco Cunha Pereira Filho e Eduardo Lemanski, pais dos até então controladores do Grupo Parananense de Comunicação. Com emissoras em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava e Paranavaí, a rede era controlada pelas duas famílias desde a sua fundação, em 1962, com a aquisição da Gazeta do Povo. O TV Pop apurou que a família Lemanski desembolsou pouco mais de R$ 300 milhões para adquirir a participação dos Cunha Pereira na emissora.

 

Texto e foto: reprodução/aRede e TV Pop, com edição NH Notícias

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