Cotidiano

Engenheiro larga profissão e hoje cuida de 400 cachorros

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“Aqui, são mais de 400 Orelhas”. É assim que Paulo Santangelo define o sítio onde cuida de centenas de cães resgatados na região da Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ele conta com a ajuda de somente dois funcionários que o auxiliam, alternadamente, durante a semana.

 

Todos os cães que vivem ali foram resgatados por Paulo e são tratados, castrados e vacinados totalmente com recursos do próprio engenheiro de telecomunicações e doações mensais de ração. Os animais cuidados foram abandonados ou eram cães comunitários, como Orelha, que morreu após ser brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis, neste mês.

 

Até 2012, Paulo Santangelo nunca teve um cachorro, muito menos atuava como voluntário na causa animal. O engenheiro de telecomunicações, natural do Rio de Janeiro, morava há dois anos em Santa Catarina, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Um dia, atravessando a rua, na região de Maciambu, viu um cachorro ser atropelado na sua frente.

 

Com ferimentos na cabeça, o Mandíbula — como foi batizado, devido aos machucados que sofreu — foi resgatado por Paulo. O engenheiro levou o animal a uma clínica e, na semana seguinte, conseguiu uma nova família para o cão, que viveu até 2025.

 

Quatorze anos depois, Paulo é protetor de mais de 400 cachorros resgatados no sítio alugado em que reside na Guarda do Embaú. Depois de Mandíbula, o engenheiro resgatou uma cadela abandonada com os filhotes. “Comecei a me informar, pensei ‘como evitar esse tipo de coisa’? Me falaram da castração”, conta.

 

A partir de 2018, esse número começou a aumentar exponencialmente. Foi quando ele se mudou para o sítio na Guarda do Embaú, que possui mais de 200 espaços construídos por ele para acolher os cães. A média, segundo o protetor Paulo, é de 30 a 50 m² para cada dois cachorros. Aqueles que não conseguem se locomover devido a lesões provenientes de agressões ou atropelamento, ficam em um espaço adaptado.

 

Por mês, são cerca de quatro toneladas de ração premium para tratar os cães. Elas chegam até Paulo por meio de uma campanha de doação mensal. “O poder público nunca me deu um grão de ração”, afirma. A vacinação e a castração dos animais são custeadas, muitas vezes, integralmente por ele.

 

Texto e foto: reprodução/ND Mais, com edição NH Notícias

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