Agronegócio
Paraná cria taxa sobre tilápia importada para proteger produção local

Diante do avanço das importações de tilápia e do aumento das preocupações sanitárias, estados do Sul do país passaram a adotar estratégias distintas para proteger a cadeia produtiva aquícola. O Paraná optou por elevar a tributação sobre o produto importado, enquanto Santa Catarina decidiu manter a proibição da comercialização de tilápia proveniente do Vietnã.
No Paraná, o governo estadual sancionou a Lei nº 22.962, que estabelece uma alíquota de 22% nas operações de importação de tilápia. A medida atende a uma demanda antiga do Sistema FAEP e de entidades do setor, que defendem a proteção dos produtores locais frente ao que consideram concorrência desleal do pescado estrangeiro.
Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a importação representa um risco econômico para um setor que está em expansão no Estado. Ele destaca que a entidade atuou diretamente para viabilizar a legislação e reforça que a aquicultura paranaense necessita de estabilidade e segurança para continuar crescendo. Em 2024, a FAEP chegou a encaminhar ofício ao governador Carlos Massa Ratinho Junior e a se reunir com o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, solicitando medidas de proteção comercial e sanitária.
O Paraná lidera a produção nacional de tilápia, com 38,2% do total brasileiro em 2024, superando 190 mil toneladas. O Estado também é o maior exportador do país, responsável por cerca de 70% das vendas externas, que cresceram 87% em valor e 47% em volume no último ano. Atualmente, a produção paranaense alcança 27 países, envolvendo uma cadeia que abrange ração, frigoríficos, transporte e comércio.
Além do impacto econômico, o governo e o setor produtivo apontam riscos sanitários associados à importação, especialmente relacionados ao vírus Tilapia Lake Virus (TiLV), que pode causar alta mortalidade nos peixes. A preocupação se soma ao esforço do Paraná em manter seu status sanitário reconhecido internacionalmente.
Texto e foto: reprodução/aRede, com edição NH Notícias








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