Agronegócio

Agricultores franceses bloqueiam ruas de Paris em protesto contra acordo entre União Europeia e Mercosul

Agricultores franceses protestaram em ruas e vários pontos turísticos de Paris, nessa quinta-feira (8), em ato contra o acordo comercial da União Europeia (UE) com o Mercosul.

 

Integrantes de diversos sindicatos convocaram os protestos em Paris em meio à negociação do acordo de livre comércio entre os países da UE e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

Os manifestantes também reclamam da forma como o governo francês lida com uma doença contagiosa que afeta o gado.

 

“Estamos entre o ressentimento e o desespero. Temos uma sensação de abandono, e o Mercosul é um exemplo disso”, disse à Reuters Stéphane Pelletier, dirigente do sindicato Coordination Rurale, sob a Torre Eiffel.

 

Em tratores, os manifestantes romperam os bloqueios policiais e circularam pela avenida Champs-Élysées, bloqueando a via ao redor do Arco do Triunfo.

 

Dezenas de tratores bloquearam rodovias que levam à capital, incluindo a A13, que liga os subúrbios do oeste e a Normandia a Paris, causando 150 quilômetros de congestionamento, segundo o ministro dos Transportes, Philippe Tabarot.

 

O protesto aumenta ainda mais a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron e seu governo, um dia antes da data prevista para que os membros da União Europeia votem o acordo comercial.

 

A FNSEA, maior sindicato agrícola da França, convocou manifestação para 20 de janeiro em Estrasburgo, onde fica uma das sedes do Parlamento Europeu, caso o acordo UE-Mercosul seja assinado.

 

Nesta semana, a Comissão Europeia propôs antecipar 45 bilhões de euros em recursos da UE para agricultores no próximo orçamento e concordou em reduzir tarifas de importação sobre alguns fertilizantes, numa tentativa de conquistar países hesitantes em apoiar o Mercosul.

 

Os agricultores ainda pedem pelo fim da política de abate de bovinos em resposta à contagiosa doença da dermatite nodular, que consideram excessiva. Eles defendem a vacinação e também reclamam dos altos custos e da regulamentação.

 

Texto e foto: reprodução/g1, com edição NH Notícias

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