Cotidiano

Universidades estaduais receberam R$ 49,7 milhões em 2025 para projetos de ensino e extensão

O Governo do Estado lançou 10 chamadas públicas em 2025 no valor total de R$ 49,7 milhões voltadas a fomentar ações estratégicas de ensino, pesquisa e extensão universitária nas sete instituições que integram o Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná. Os recursos são do Fundo Paraná, uma dotação constitucional administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) destinada ao financiamento de iniciativas de ciência, tecnologia e inovação no âmbito estadual.

 

Entre os editais estão os programas de Formação de Estudante Empreendedor (PFEE); de Integração e Gestão de Dados Acadêmicos (Unidata); de Cursos Microcredenciais; e de Formação para a Gestão Pública (Protag). O conjunto de ações é coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e busca ampliar o alcance social do conhecimento produzido nas universidades, incentivar a cultura empreendedora, integrar dados acadêmicos e oferecer uma formação moderna e alinhada com as demandas do mercado.

 

As universidades também desenvolveram projetos aprovados em 2024 com cronograma de execução para 2025. Um deles está relacionado à inovação na educação médica, cujo edital foi publicado em dezembro do ano passado, com um investimento da ordem de R$ 6 milhões. O objetivo é modernizar a infraestrutura acadêmica e implementar novas tecnologias nos seis cursos de Medicina da rede estadual de ensino superior, incluindo inteligência artificial, realidade virtual, cirurgia robótica, simulação realística e telemedicina.

 

Estudantes das universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Centro-Oeste (Unicentro) terão acesso a sistemas integrados de ensino e modernos equipamentos de simulação realística, os chamados simuladores de alta fidelidade. A expectativa é que a infraestrutura comece a ser instalada no início de 2026, acompanhada de plataformas educacionais para a gestão pedagógica, integrando teoria e prática com supervisão e avaliação contínua.

 

Para compor esse novo cenário de aprendizagem, computadores e softwares específicos e equipamentos como simuladores para cirurgia por vídeo minimamente invasiva (laparoscopia), drenagem torácica, parto avançado e manequins de pacientes que reagem a intervenções irão permitir um treinamento prático e seguro. O objetivo é desenvolver competências digitais nos futuros médicos, reduzindo o tempo médio de procedimentos simulados ao longo da graduação, modernizando de forma padronizada e eficiente o ensino médico.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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