Política

TSE desmonta urna para rebater teorias de fraude

Pela primeira vez na história, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmontou uma urna eletrônica ao vivo durante uma transmissão em rede nacional. A iniciativa marcou a abertura da 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação e teve como objetivo apresentar à população o funcionamento interno do equipamento, além de explicar as camadas de segurança, transparência e auditabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

 

A transmissão foi realizada diretamente da sede do TSE, em Brasília, e reuniu uma rede de 24 parceiros institucionais, entre Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e emissoras de televisão. O evento também foi exibido nos canais oficiais da Justiça Eleitoral e acompanhado presencialmente por estudantes do Centro de Ensino Médio Elefante Branco.

 

A apresentação técnica foi conduzida pelo coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, que mostrou os principais componentes físicos da urna, como a placa-mãe, as mídias que armazenam os programas oficiais e o dispositivo responsável pelo registro criptografado dos votos.

 

Segundo o especialista, a demonstração buscou mostrar que, embora a estrutura física da urna seja relativamente simples, o sistema reúne múltiplas camadas de proteção desenvolvidas para garantir a integridade do voto.

 

“Quando abrimos a urna eletrônica, mostramos que ela é, ao mesmo tempo, simples do ponto de vista físico e extremamente sofisticada em suas camadas de segurança. É uma forma didática de demonstrar como protegemos o voto do eleitor e por que o sistema é seguro”, afirmou Rafael Azevedo.

 

A urna eletrônica é um equipamento desenvolvido exclusivamente para registrar e armazenar votos durante as eleições. Ela opera de forma isolada, sem qualquer conexão com a internet durante o processo de votação.

 

Após o eleitor confirmar seu voto, a informação é gravada de forma criptografada na memória do equipamento. Os votos permanecem armazenados internamente até o encerramento da votação.

 

Ao fim da eleição, a urna gera automaticamente o Boletim de Urna (BU), documento que reúne o total de votos obtidos por cada candidato naquela seção eleitoral. Esse boletim pode ser consultado publicamente e serve como uma das principais ferramentas de conferência dos resultados.

 

Texto e foto: reprodução/SBT News, com edição NH Notícias

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