Política

Trump diz que acordo com Irã está programado para ser assinado neste domingo (14)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesse sábado (13) que o acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio “está programado” para ser assinado neste domingo (14), o que permitirá a reabertura do estreito de Ormuz, corredor estratégico para o transporte global de petróleo. A medida, porém, não foi confirmada pelo Irã, que adotou um tom mais cauteloso e evitou estabelecer um prazo para a conclusão das negociações.

 

Representantes dos EUA e do Irã já haviam indicado que estão próximos de um consenso para encerrar o conflito, embora ainda haja divergências sobre pontos centrais do acordo. O Paquistão, que atua como mediador, manifestou otimismo, assim como Trump, e afirmou neste sábado que o documento poderia ser assinado em até 24 horas.

 

“O acordo está programado para ser assinado amanhã [domingo] e, imediatamente após a assinatura, o estreito de Ormuz estará ABERTO PARA TODOS”, escreveu o presidente americano na plataforma Truth Social, com as habituais maiúsculas.

 

Antes da publicação de Trump, porém, Teerã disse que é necessário cautela sobre o cronograma e que o acordo não seria assinado neste domingo. “Teremos de esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora isso não aconteça amanhã [domingo]”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, de acordo com a mídia estatal.

 

“A possibilidade de isso ocorrer nos próximos dias não pode ser descartada. No entanto, devido à hesitação da outra parte, devemos ser cautelosos ao fazer comentários sobre este processo.”

 

Nessa sexta (12), Trump voltou a dizer que um acordo está próximo, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que um entendimento “nunca esteve tão perto”.

 

No entanto, as versões de um possível compromisso divulgadas pela imprensa iraniana e por Washington apresentam diferenças significativas. Araghchi afirmou que o projeto prevê o fim do bloqueio americano aos portos de seu país, além de uma nova gestão de Hormuz.

 

Washington apresentou uma versão diferente. Segundo um funcionário de alto escalão do governo americano, o acordo determina a reabertura da via marítima, o desmantelamento do programa nuclear iraniano e a destruição de seu urânio enriquecido, que seria posteriormente retirado do país persa.

 

Texto e foto: reprodução/Bem Paraná, com edição NH Notícias

Comentários