Cotidiano

Temporal derruba imagem de santa e causa estragos em capela de Mauá da Serra

O temporal que atingiu Mauá da Serra na noite dessa terça-feira (29) causou severos danos à capela Nossa Senhora de Fátima, localizada no bairro Lagoa Bonita. A força dos ventos castigou a estrutura religiosa a ponto de derrubar a imagem da santa que ficava no local, marcando o epicentro de uma noite de instabilidade climática extrema na cidade.

 

Além de Mauá da Serra, o avanço do sistema meteorológico pelo Vale do Ivaí, entre o final da tarde e o início da noite, provocou destelhamentos, inundações e quedas de árvores. O episódio de maior tensão ocorreu na rodovia PR 466, no trecho que liga Lidianópolis a Jardim Alegre, onde uma árvore desabou sobre um veículo em movimento. Apesar dos danos materiais, não houve registro de feridos. A queda de árvores também comprometeu a segurança nas estradas PR 170, na saída de Borrazópolis para Faxinal, e na via entre Novo Itacolomi e Apucarana, nas proximidades do Distrito de Sete de Maio.

 

Na área urbana dos municípios, a infraestrutura civil também sofreu o impacto direto das rajadas de vento e do grande volume de água. Em Apucarana, os ventos chegaram a virar um semáforo em frente ao Núcleo Habitacional João Paulo e destelharam uma residência na área central. O incidente mais grave na cidade aconteceu na Vila Vitória: o telhado de um sobrado, que havia sido reconstruído após o temporal de 21 de setembro, foi arrancado novamente. A estrutura metálica voou sobre a Rua Doutor Oswaldo Cruz, atingiu um poste de iluminação e interditou a pista. Os moradores não se feriram, mas ficaram sem energia elétrica e precisaram do auxílio do Corpo de Bombeiros para a colocação de lonas.

 

Outros municípios relataram prejuízos estruturais significativos. No município de Grandes Rios, o vento forte levou ao chão a cobertura de uma loja de móveis, enquanto em Bom Sucesso, as rajadas arrancaram parte da estrutura do telhado de um posto de combustíveis. Já em Jandaia do Sul, o principal problema foi o alagamento no trecho em declive da rua José Francisco Borges, onde o nível da água subiu rapidamente e alcançou a metade da porta de um carro estacionado.

 

Texto e foto: reprodução/TN Online, com edição NH Notícias

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