Cotidiano
Saúde alerta sobre prevenção contra o bicho-barbeiro para evitar a doença de Chagas

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta a população sobre os cuidados necessários e o monitoramento da doença de Chagas no Paraná. A doença é considerada um dos agravos de maior impacto global com estimativa aproximada de infecção de 6 milhões de pessoas e incidência de 30 mil casos novos por ano. Recentemente, a fase crônica da doença de Chagas passou a integrar a lista de agravos de notificação obrigatória no Brasil.
O bicho-barbeiro (Triatoma infestans) é o principal causador da doença de Chagas, e exige atenção constante. A enfermidade, que pode evoluir silenciosamente por anos, atinge primordialmente populações vulneráveis e é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como endêmica em 21 países das Américas, incluindo o Brasil.
Essa atualização no protocolo nacional permitiu ao Paraná identificar e ter uma vigilância mais assertiva para a enfermidade, retirando esses pacientes da invisibilidade e garantindo que recebam o acompanhamento necessário na rede de saúde.
“A doença de Chagas exige um olhar atento e constante. O fato de termos mais notificações crônicas hoje nos permite oferecer um cuidado mais humanizado e técnico, monitorando a saúde e prevenindo complicações severas que a doença pode causar ao longo dos anos”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
De acordo com balanço da Sesa, baseado em dados preliminares, no Paraná foram 499 notificações de doença de Chagas crônica entre os anos de 2020 e 2025. Somente no último ano, foram 266 casos confirmados no Estado. O monitoramento mostra que a maioria desses pacientes, cerca de 78%, possui mais de 69 anos, o que evidencia infecções ocorridas no passado. Porém, há 37 casos confirmados da doença de Chagas crônica em pacientes com menos de 40 anos de idade, demonstrando diagnóstico inoportuno.
Quanto aos casos agudos, entre os anos de 2021 e 2025, ocorreram 241 notificações no Paraná, sendo que atualmente o Estado mantém apenas um caso sob investigação para o fechamento do ano de 2025.
Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias







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