Cotidiano

Remédio barato e essencial contra o câncer some do mercado

Um medicamento antigo, barato e central em protocolos de câncer e doenças autoimunes graves começou a faltar —e obrigou médicos a reescrever tratamentos em tempo real.

 

A ciclofosfamida endovenosa, usada há décadas na oncologia e na reumatologia, está em desabastecimento no Brasil. A falta atinge desde esquemas clássicos de quimioterapia, como os utilizados no câncer de mama, até terapias para lúpus, vasculites e transplantes de medula óssea.

 

Enquanto o Ministério da Saúde tenta recompor estoques com compras emergenciais, sociedades médicas alertam: há alternativas, mas nem sempre equivalentes e, em alguns casos, simplesmente não há substituto ideal.

 

A ciclofosfamida pertence a um grupo de quimioterápicos chamados agentes alquilantes.
De forma simplificada, ela atua danificando o DNA das células —especialmente as que se multiplicam rapidamente, como as células tumorais ou as células do sistema imune em doenças autoimunes.

 

Mesmo sendo um medicamento desenvolvido há décadas, continua presente em protocolos considerados padrão.

 

Diante da falta da formulação intravenosa, médicos têm recorrido a adaptações —quando elas existem.

 

Um dos caminhos é substituir a versão endovenosa pela forma oral, que ainda está disponível no país. Essa estratégia já foi usada em estudos clínicos e pode funcionar em alguns cenários, mas não resolve todos os casos.

 

Também há protocolos alternativos que dispensam a droga, especialmente em alguns tipos de câncer. Ainda assim, esses esquemas não são universais e podem ter diferenças de eficácia, toxicidade ou indicação clínica.

 

Texto e foto: reprodução/g1, com edição NH Notícias

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