Política

Polícia Federal rejeita delação de Vorcaro

A Polícia Federal (PF) rejeitou nessa quarta-feira (20) o pedido de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-dono do Banco Master está preso desde 4 de março por fraudes financeiras. Por ora, as negociações seguem com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

O motivo da rejeição, segundo fontes que acompanham as negociações, é que a PF entendeu que Vorcaro não entregou novidades em relação ao que os investigadores acumularam até agora.

 

A defesa do ex-banqueiro, porém, seguirá em negociação com a Procuradoria-Geral da República, que sinalizou em reunião com advogados de Vorcaro na tarde dessa quarta, em Brasília, o interesse em prosseguir com a colaboração premiada.

 

Três pontos têm sido essenciais no processos de negociação. Primeiro, os valores a serem ressarcidos por Vorcaro, algo no entorno de R$ 50 bilhões. Outro, a extensão do cumprimento da pena. O ex-banqueiro tem pedido para cumprir pena domiciliar pelo menos até o julgamento. E, por fim, o alcance político da colaboração.

 

Fontes ligadas às negociações apontam haver até agora potencial material para que ele entregue autoridades do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal), mas temem que as ligações do procurador-geral da República Paulo Gonet e do advogado José de Oliveira Lima com ministros da Corte travem essa possibilidade.

 

Na segunda(18), Vorcaro já tinha sido transferido para uma cela comum dentro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O movimento foi visto como mais uma prova do descontentamento da corporação com a delação de Vorcaro, que tem deixado nomes e episódios importantes de fora das informações negociadas até então.

 

No início de maio, a equipe jurídica de Vorcaro entregou uma primeira proposta de colaboração premiada à PF e à PGR. Os investigadores, entretanto, ficaram frustrados com os relatos, que avaliaram como seletivos e que pouco contribuíam para as investigações.

 

Texto e foto: reprodução/CNN Brasil, com edição NH Notícias

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