Política

PF aponta que Lulinha articulava para empresários junto ao governo

Novos detalhes das investigações da Polícia Federal contra o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, indicam que o filho do presidente Lula (PT) atuava em coordenação com a advogada e lobista Roberta Luchsinger e seu sócio Fernando Bittar para intermediar interesses privados de empresários junto ao governo federal.

 

Segundo o apurado pela corporação, o trio trabalhava para viabilizar negócios de empresas no poder público. Nesse esquema, Lulinha seria um articulador oculto em prol desses empresários.

 

As informações foram obtidas inicialmente pela Revista Veja e confirmadas pelo SBT News a partir dos três inquéritos da PF que apuram se Lulinha cometeu crimes de tráfico de influência e corrupção.

 

A PF obteve acesso às mensagens trocadas entre Fábio, Roberta e Fernando e aponta que o filho de Lula era o membro do grupo com menos exposição, mas essencial para destravar negócios no Executivo federal.

 

O grupo teria a ajuda, entre outros, de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete da Presidência da República, para destravar reuniões e obter acesso de agenciados ao Planalto. Segundo o inquérito, Roberta passou a pagar despesas pessoais de Marcola em 2024. Foram mais de R$ 217 mil, incluindo gastos pessoais e joias.

 

Um dos casos intermediados pelo trio envolve o Ministério da Saúde. A investigação aponta que Roberta e Lulinha teriam atuado para destravar a regulamentação do uso de canabidiol e, na sequência, viabilizar a contratação de uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como o principal operador do esquema contra a Previdência e que está preso desde setembro.

 

O negócio era estimado em mais de R$ 1 bilhão. Em uma das mensagens, a advogada diz que precisava de “100% do berger”, em referência a Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta. A reunião entre os dois teria sido articulada após a intervenção de Lulinha.

 

Texto e foto: reprodução/SBT News, com edição NH Notícias

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