Agronegócio

Pesquisa vai produzir embriões de gado Purunã em laboratório no Paraná

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) lançam nesta quinta-feira (20), às 16 horas, um projeto de pesquisa focado na produção in vitro de embriões da raça bovina Purunã. A cerimônia será realizada no Polo Regional de Pesquisa do IDR em Ponta Grossa, localizado na Avenida Presidente Kennedy, sem número (Rodovia do Café, Km 496, bairro Cará-Cará).

 

Com duração prevista de quatro anos, o estudo é fruto de uma colaboração entre a UENP, o IDR e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A iniciativa contará com um financiamento de R$ 4,45 milhões oriundos do Fundo Paraná, dotação constitucional destinada ao fomento científico e tecnológico do Estado. A meta é implantar dois laboratórios especializados em reprodução assistida para produzir 4.500 embriões ao longo de três anos, expandindo a oferta de reprodutores de alto valor genético para os pecuaristas.

 

Os novos centros laboratoriais serão estruturados no campus da UENP em Bandeirantes, no Norte paranaense, e no campus da UFPR em Palotina, no Oeste do estado. O processo utilizará a seleção genômica para identificar touros e matrizes do rebanho Purunã que se destaquem em resistência a carrapatos e em desempenho produtivo. O material genético resultante será transferido para propriedades parceiras, que retornarão dados sobre os animais nascidos para refinamento contínuo das avaliações genéticas. Essas informações foram divulgadas no boletim de imprensa da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

 

Segundo o professor da UENP Bruno Galindo, a união entre reprodução assistida e seleção genômica possibilita uma evolução qualitativa ao diminuir o intervalo entre gerações e aumentar a precisão na escolha de exemplares superiores, gerando ganhos diretos em produtividade e sustentabilidade para a cadeia produtiva da carne bovina.

 

O zootecnista do IDR, José Luis Moletta, ressalta que a técnica in vitro permite migrar de um modelo tradicional de melhoramento para um sistema de precisão e multiplicação acelerada do rebanho. O projeto possui ainda cooperação internacional com a Universidade de Guelph, no Canadá, e a Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, focadas em pesquisas de genética e melhoramento animal. A expectativa é atender criadores da raça, cooperativas e produtores de leite interessados na diversificação de renda por meio de bezerros de elevado valor agregado no Paraná e em outros estados.

 

Texto e foto: reprodução/aRede, com edução NH Notícias

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