Cotidiano
Paraná intensifica testagem para HIV

O acolhimento no pré-natal precoce, a ampliação da testagem e a assistência constante a gestantes, recém-nascidos e pessoas vivendo com HIV consolidam o Paraná como referência nacional no enfrentamento ao vírus. Implementadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), as estratégias foram fundamentais para reduzir em 47,8% a mortalidade por aids nos últimos 10 anos, além de colocar o Estado com os melhores indicadores do país em prevenção e diagnóstico.
As ações envolvem desde a descoberta precoce da infecção até o atendimento especializado em todas as regiões paranaenses. Um dos pilares é a Linha de Cuidado Materno-Infantil, que organiza o fluxo de atendimento desde o início da gestação até os cuidados com o recém-nascido exposto ao vírus, visando zerar a transmissão vertical (da mãe para o bebê).
Na prática, os exames de pré-natal incluem o teste de HIV em todos os trimestres da gravidez e no momento do parto. O suporte vai além dos testes rápidos na atenção primária: o protocolo assegura exames complementares, como a medição da carga viral, contagem de linfócitos T CD4 e rastreamento de coinfecções, a exemplo da tuberculose.
As gestantes diagnosticadas são estratificadas como de alto risco e passam a receber acompanhamento compartilhado entre a Atenção Primária e a Atenção Ambulatorial Especializada, sendo direcionadas a maternidades qualificadas. O modelo garante que a paciente mantenha o vínculo com sua unidade de saúde de origem, mas receba o suporte multiprofissional necessário.
Nos hospitais, as maternidades vinculadas à rede realizam a testagem rápida na admissão para o parto, identificando casos mesmo entre mulheres que não tiveram acesso completo ao pré-natal. Havendo necessidade, a equipe inicia imediatamente a profilaxia intraparto com antirretrovirais e adota protocolos para proteger o bebê. Após o nascimento, a criança recebe medicação nas primeiras horas de vida, conta com acompanhamento pediátrico nos primeiros meses e recebe fórmula infantil láctea fornecida pelo Estado para substituição integral do aleitamento materno.
Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias









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