Cotidiano

Paraná inicia segunda dose da vacina contra poliomielite

O Paraná passa a oferecer a partir desta segunda-feira (3) a segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças de 4 anos. Com a atualização, o esquema vacinal contra a paralisia infantil passa a ser composto por cinco doses, todas aplicadas de forma injetável com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), consolidando o fim definitivo da vacina oral, a tradicional gotinha.

 

Com o novo calendário divulgado, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca que a imunização primária do bebê continua sendo realizada em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já o primeiro reforço é aplicado aos 15 meses, e o segundo reforço passa a ser administrado aos 4 anos. O objetivo principal do novo reforço é elevar os níveis de anticorpos e fortalecer a memória imunológica da criança antes do ingresso na rotina escolar.

 

A Sesa reforça que a vacinação é um pacto coletivo de proteção e que manter a imunização em dia é a garantia de que o Paraná permanecerá livre da poliomielite.

 

A introdução da segunda dose de reforço é fruto de ampla discussão e alinhamento entre o Ministério da Saúde (MS), a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), a Sociedade Científica, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

 

A decisão acompanha as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e visa prolongar a resposta imunológica na primeira infância. A substituição global da Vacina Oral Poliomielite (VOP) pela Vacina Inativada Poliomielite (VIP), processo iniciado no Brasil em novembro de 2024, garante um padrão superior de segurança.

 

Enquanto a antiga gotinha era composta pelo vírus vivo atenuado (enfraquecido) e apresentava risco extremamente raro de mutação, a VIP utiliza o vírus inativado (morto). Dessa forma, a versão injetável assegura altíssima proteção imunológica sem qualquer possibilidade de causar a doença ou sofrer mutações.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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