Cotidiano

Operação nos Campos Gerais limpa 15 hectares do Parque Pico Paraná

Uma ação voluntária desenvolvida no fim de semana pelo Instituto Água e Terra (IAT) e a Iniciativa Campos Gerais limpou cerca de 15 hectares do Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

 

Ao longo do sábado (13) e domingo (14), um grupo de 15 voluntários munidos de motosserras percorreu a Unidade de Conservação (UC) para remover o pinus do espaço, planta considerada exótica e invasora, uma forma de evitar prejuízos no desenvolvimento das espécies nativas do parque. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

 

A operação foi concentrada nos campos de altitude do Morro do Getúlio, além de três outros pontos ao longo da área escarpada do morro. O helicóptero do Centro de Operações Aéreas (COA) do Instituto foi utilizado durante os trabalhos para ajudar no transporte dos voluntários e de equipamentos para a área da força-tarefa, além de auxiliar na identificação de locais onde o pinus estava presente. A iniciativa contou com o apoio de empresas locais para suporte, infraestrutura e alimentação.

 

Para que uma planta seja considerada exótica e invasora, como o pinus, ela precisa se criar e se adaptar fora da sua área de distribuição natural e, sem a intervenção humana, ter a capacidade de sobreviver e proliferar, avançando sobre espécies locais e ameaçando habitats naturais.

 

De acordo com o Programa do Estado do Paraná para Espécies Exóticas Invasoras, desenvolvido pelo IAT, essa invasão biológica é considerada a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo – a primeira em ilhas e Unidades de Conservação.

 

O pinus é uma espécie de pinheiro da América do Norte, inserido no Brasil há mais de um século para fins ornamentais. Porém, desde 1960 é cultivado em larga escala comercial como matéria-prima em indústrias de madeira, laminados, resina, celulose e papel, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do País.

 

A dificuldade do controle do pinus se dá pela anatomia das sementes. Elas são leves e possuem um formato que favorece a aerodinâmica para voarem até oito quilômetros de distância da chamada árvore-mãe. Essa dispersão, quando descontrolada, é prejudicial, pois os galhos que caem da árvore, parecidos com um capim, sufocam e impedem a proliferação da vegetação nativa.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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