Cotidiano
Número de mortos pelas enchentes no Nepal e Tibete sobe para 750; 3 mil estão desaparecidos

O número de mortos no Nepal e no Tibete devido às catastróficas inundações da semana passada chegou a 750 neste domingo (30), com 3.044 desaparecidos, disseram as autoridades, enquanto equipes de resgate se deslocavam para terrenos mais altos à medida que a chuva elevava o nível dos rios.
As operações de resgate foram suspensas diversas vezes desde sexta-feira devido ao mau tempo e à preocupação de que um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China, por um deslizamento de lama resultante do colapso de uma geleira na quarta-feira, possa provocar novas inundações, após ter começado a transbordar para rios no Nepal.
A Cruz Vermelha estima que mais de 90.000 pessoas provavelmente foram afetadas pelo desastre, que a China atribuiu aos efeitos das mudanças climáticas.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao seu homólogo nepalês em um telefonema no sábado que o deslizamento de terra foi o “desastre transfronteiriço mais grave” ocorrido entre os dois países nos últimos anos e que as operações de resgate apresentaram dificuldades e complexidades sem precedentes, informou a emissora estatal chinesa CCTV.
O número de mortos no Nepal subiu para 734, com 2.498 desaparecidos e 7.514 resgatados, informou a autoridade nacional de gestão de desastres. Na China, 16 pessoas morreram no condado de Gyirong até a noite de sábado e 546 estavam desaparecidas, disseram autoridades do Tibete em uma coletiva de imprensa.
Entre os 261 estrangeiros de 23 países desaparecidos no lado tibetano, estavam 104 do Nepal, 49 da vizinha Índia, além de 33 letões, 18 americanos e 15 britânicos, segundo o primeiro levantamento divulgado pela China por nacionalidade.
Texto e foto: reprodução/g1, com edição NH Notícias








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