Cotidiano

Número de casos de síndrome respiratória aguda grave volta a preocupar no Paraná

Uma nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nessa sexta-feira (6), aponta aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o País, inclusive no Paraná.

 

A análise destaca que este cenário vem sendo impulsionado principalmente pelo aumento do número de hospitalizações por rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, pelo vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores de 2 anos e por influenza A na população de jovens, adultos e idosos. A análise é referente à Semana Epidemiológica 8, período de 22 a 28 de fevereiro.

 

“O aumento de casos de SRAG em crianças e adolescentes muito provavelmente está relacionado ao retorno às aulas. Portanto, recomendamos que, caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, que os pais evitem levá-la à escola, para evitar a transmissão do vírus para outras crianças. Se não for possível deixar a criança ou adolescente em casa, o ideal é que ela use uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula”, reforça a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz.

 

Com exceção de Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, todas as unidades da Federação (UF) sinalizam crescimento no número de casos de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 8. Entre elas, dez estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) até a Semana 8: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.

 

Na maioria desses estados, exceto Acre, Pará, Amapá e Maranhão, verifica-se aumento de SRAG nas crianças e adolescentes, causado principalmente pelo rinovírus. Em alguns estados do Norte (Acre, Amazonas e Pará), Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás), e em Sergipe, também há início ou manutenção do aumento dos casos de SRAG nas crianças de até 2 anos, associado ao VSR. A influenza A também tem incrementado o aumento de casos de SRAG no Pará, Amapá, Mato Grosso e Maranhão, em geral na população de jovens, adultos e idosos.

 

Texto e foto: reprodução/Bem Paraná, com edição NH Notícias

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