Cotidiano

Hospital Dermatológico do Paraná é referência no tratamento integral e gratuito de vitiligo

O Dia Mundial do Vitiligo, celebrado nessa quinta-feira (25), foi instituído para conscientizar a população sobre a doença e combater o estigma social. No Paraná, os pacientes encontram amparo, acolhimento e tratamento de ponta na rede pública de saúde. O Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), pertencente ao Governo do Estado, é referência no manejo da patologia, oferecendo desde consultas médicas até terapias avançadas de repigmentação cutânea de forma gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O serviço foi estruturado como ambulatório específico em dermatologia em 2023 e tem registrado um crescimento expressivo no volume de acompanhamentos, refletindo o compromisso do Governo do Estado com a modernização e a qualidade da assistência médica de média e alta complexidade. O histórico de atendimentos demonstra a expansão contínua da capacidade de absorção dessa demanda após a reestruturação física e técnica do ambulatório.

 

Em 2025 foram registrados 209 pacientes ativos de vitiligo, dos quais 74 foram novos pacientes. Neste ano (janeiro a maio) já são 125 pacientes ativos, sendo 37 novos pacientes no mesmo período.

 

O vitiligo é uma doença autoimune e genética. A origem da doença está fortemente ligada à hereditariedade, ou seja, os pacientes já nascem com anomalias nos melanócitos, e estímulos externos acabam desencadeando o ataque autoimune do corpo.

 

“Na prática, as células de defesa do próprio corpo, chamadas linfócitos T, passam a se voltar contra os melanócitos, destruindo-os. Com isso, o organismo perde a melanina, substância produzida por essas células e que é responsável por dar a cor natural à pele”, explicou o médico dermatologista e coordenador do serviço do HDS, Caio Cesar Silva de Castro.

 

A idade média em que a doença costuma se manifestar e dar os primeiros sinais clínicos é por volta dos 24 anos, embora possa surgir em qualquer etapa da vida e em pessoas de todos os fototipos (cores) de pele, sendo que nas peles mais claras as lesões tendem a se destacar menos visualmente.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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