Agronegócio
Fábrica no Brasil vai ampliar oferta de curativo de pele de tilápia para tratamento de queimados

O uso da pele de tilápia como curativo biológico está prestes a ganhar escala industrial. A primeira fábrica desse produto no mundo será instalada no Brasil, com um investimento de R$ 52 milhões e início de operações previsto para 2028.
A unidade ficará no município de Jaguaribara, no Ceará. Foi na Universidade Federal do Estado (UFC) que pesquisadores desenvolveram a tecnologia para o tratamento de queimaduras no país.
Edmar Maciel, um dos idealizadores da pesquisa, explica que a expectativa é ampliar a capacidade de produção do curativo. Atualmente, o processamento ocorre em pequena escala para pesquisa e aplicações específicas. O tratamento pode ser incorporado, inclusive, à rede de saúde pública.
O laboratório da UFC consegue preparar, em média, até 600 peles de tilápia por mês. A fábrica deve elevar essa capacidade para 4,3 mil por dia no primeiro ano de operação comercial, e para até 12 mil peles em uma segunda fase.
“Além de aproveitar um resíduo da cadeia produtiva da piscicultura, a pele de tilápia pode ajudar a reduzir custos hospitalares e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, avalia. “Tem grande relevância par o tratamento de queimaduras e feridas”, acrescenta.
Construção da fábrica de curativos deve começar em outubro. A previsão é de um ano e meio de obras, instalação dos equipamentos e validação dos lotes-piloto. O projeto industrial será conduzido pelo Consórcio Biotec, por meio da Inova Medical, que venceu o processo de licitação em julho de 2025. A assinatura do contrato aconteceu em outubro do ano passado.
Texto e foto: reprodução/Globo Rural, com edição NH Notícias










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