Agronegócio
Exportações de carne bovina para a China caem pela metade em julho

As exportações de carne bovina do Brasil para a China caíram pela metade em julho na comparação com o mês anterior diante do avanço do preenchimento da cota anual estabelecida por Pequim. Os frigoríficos brasileiros embarcaram 85,7 mil toneladas da proteína para os portos chineses no mês passado, o pior resultado mensal de 2026. O volume é 47% menor que as 161,8 mil toneladas de junho. O faturamento caiu 50,3% no período, de US$ 1,08 bilhão para R$ 537,8 milhões.
Com o pé no freio nos negócios com o principal cliente, as vendas totais do Brasil recuaram 16,1% em volume e 5,5% em valor na comparação com julho de 2025. A quantidade embarcada foi de 264,4 mil toneladas e o faturamento foi de US$ 1,58 bilhão. No acumulado do ano, há avanços de 9,9% e 28,3%, respectivamente.
Os dados consideram carnes in natura, industrializadas e salgadas, gorduras, tripas e miúdos. A cota chinesa, de 1,106 milhão de toneladas, leva em conta apenas a carne in natura, cujo embarque do Brasil foi de 82,7 mil toneladas em julho, com receita de US$ 529,2 milhões.
O avanço de preenchimento da cota gerou ajustes em toda a cadeia bovina. Os abates em geral no país recuaram 21,5% em julho, segundo dados preliminares da consultoria Safras & Mercado. Os confinamentos também trabalharam mais ociosos no mês passado.
Oficialmente, a China considera que mais de 80% da cota brasileira já foi preenchida até junho, com a entrada de 872,2 mil toneladas da proteína nacional.
Pequim leva em consideração a data de desembaraço dos produtos na aduana. Como as cargas embarcadas no Brasil levam até dois meses para chegar aos portos chineses, a avaliação é que esse volume já foi esgotado, mas que a contabilização será feita até setembro.
Texto e foto: reprodução/Globo Rural, com edição NH Notícias








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