Cotidiano

Estudantes do Paraná apresentam projeto em feira na Índia

A educação pública do Paraná marcou presença na International Conference of Young Scientists (ICYS) 2026, evento científico internacional sediado em Nova Délhi, na Índia. Estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Agroinovação, em Cascavel, no Oeste, Paola Mileny Batista e Raquel Emanuely Knakievicz, ambas de 17 anos, estiveram entre os finalistas da feira com o projeto Braille-Math, uma calculadora para deficientes visuais.

 

Acompanham as estudantes a professora Flávia Cassol, orientadora do projeto, e o pedagogo Ricardo Pereira Munhoz, coorientador, ambos do CEEP de Agroinovação. A comitiva brasileira, formada também por docentes e estudantes de redes privadas, chegou à Índia no último domingo (19), com retorno ao Brasil nessa sexta-feira (24).

 

A seleção das estudantes para a ICYS 2026 ocorreu por meio da 4ª Feira de Ciências, Engenharia e Tecnologia (Fecet), maior evento científico pré-universitário do Paraná, promovido em agosto de 2025, em Cascavel. O destaque na feira local rendeu às alunas do CEEP as credenciais para a participação no evento na capital indiana, considerado um dos mais importantes do mundo científico.

 

O projeto Braille-Math, que levou Paola e Raquel à Índia, consiste em uma calculadora adaptada como alternativa de recurso para pessoas com deficiência visual e baixa visão. A iniciativa nasceu em 2024 e foi desenvolvida no contexto do componente curricular de Agro Robótica, que incentiva os alunos a desenvolverem soluções tecnológicas com ferramentas de robótica, automação e programação.

 

Em sala de aula e durante o contraturno, as alunas tiraram a ideia do papel. Com orientações dos professores, Paola e Raquel utilizaram componentes de Arduíno (placa eletrônica programável) e adaptaram uma calculadora convencional, criando teclas em relevo para leitura tátil e um sistema de respostas em áudio, gravadas com suas próprias vozes.

 

O objetivo da inovação é promover autonomia e inclusão no processo de aprendizagem, possibilitando o acesso de estudantes com deficiência visual a ferramentas matemáticas de forma independente. A união entre acessibilidade e tecnologia em uma solução de baixo custo é considerada um dos diferenciais do projeto.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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