Cotidiano

Deputados do Paraná debatem excesso de uso de telas por bebês e crianças

“Celular não é brinquedo e os bebês não devem interagir com ele”. Este é um dos alertas que o projeto de lei 117/2023 usa para justificar a criação da Semana de Conscientização e Prevenção sobre Males Causados pelo Uso Intenso de Celulares, Tablets e Computadores por Bebês e Crianças. A preocupação como o excesso de telas estará em debate na sessão plenária da próxima segunda-feira (5).

 

“Os especialistas alertam que exagerar nessa exposição às telas, ainda mais numa idade tão precoce, pode prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido, pois quando os pais fornecem à criança um vídeo no celular ou no tablet, isso ativa as vias de processamento cerebral que são predominantemente passivas. E esse tipo de atividade ocupa um tempo em que o bebê poderia ser estimulado com atividades mais ativas, que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora e outras habilidades importantes nessa faixa etária”, explica o texto assinado pelo autor, deputado Delegado Tito Barichello (União).

 

Para ampliar a conscientização sobre o tema, o projeto define a realização de seminários, debates, palestras e reuniões elucidativas e preventivas para a população na rede pública de ensino e de saúde; propaganda em emissoras de rádio, TV e na rede mundial de computadores; distribuição de informativos, entre outras formas, a serem realizadas anualmente na primeira semana do mês de novembro.

 

“Importante lembrar ainda que celulares não são brinquedos, e os bebês não devem interagir com eles e muito menos leva-los à boca. Cabe dizer também que os celulares, tablets e computadores emitem uma taxa de luz azul que dificulta a produção de melatonina – hormônio responsável pelo sono, inclusive”, cita a justificativa.

 

Por isso, defende Barichello, é bastante importante a realização de campanhas de prevenção que incentivem as crianças a realizarem atividades em ambientes externos diariamente; não aproximar demais os olhos dos celulares, tablets e computadores; a cada 1 hora tirar o olhar das telas e focalizar objetos distantes; que o uso desses equipamentos, por crianças de 2 a 5 anos, não ultrapasse uma hora por dia, etc.

 

Texto: reprodução/Alep, com edição NH Notícias
Foto: reprodução/ilustrativa

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