Segurança

Dentista é condenado a mais de 18 anos de prisão por estuprar criança no Paraná

O dentista Luis Alberto Pohlmann Júnior, acusado de estuprar uma criança da própria família em Teixeira Soares, nos Campos Gerais do Paraná, foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão.

 

Ele foi sentenciado pelo crime de estupro de vulnerável, com o agravante de se prevalecer de relações domésticas para cometer o crime e com aumento de pena por ser familiar da vítima.

 

Ele está preso desde março, devido ao inquérito no qual foi denunciado por nove vítimas de estupro, sendo a maior parte crianças da família dele. A condenação considerou apenas uma delas porque, como com as outras, os crimes ocorreram há mais de vinte anos, houve a extinção da punibilidade pela prescrição.

 

A defesa do dentista disse que recebeu a sentença com “absoluta perplexidade” pela condenação não se amparar “em qualquer prova material, testemunha presencial, elemento pericial, documento contemporâneo aos fatos ou qualquer evidência objetiva capaz de corroborar a ocorrência da imputação específica”, e que vai recorrer.

 

O homem também é réu em outra ação em que é acusado de ter abusado de uma paciente enquanto ela estava anestesiada. Enquanto que os crimes contra familiares aconteceram em reuniões da família na chácara dele, que fica em Teixeira Soares, o contra a paciente aconteceu no consultório que o homem mantinha em Curitiba, segundo a vítima.

 

Luis Alberto Pohlmann Júnior tem 46 anos de idade e já era condenado por importunar sexualmente outra paciente no próprio consultório, em Curitiba.

 

“Os relatos das vítimas têm um padrão consistente e recorrente, e mostram um padrão na repetição dos crimes”, afirmou o delegado Rafael Nunes Mota, durante as investigações.

 

Além da sentença à prisão, a Justiça também decidiu que o homem terá que pagar R$ 25 mil de indenização por danos morais à vítima de abuso sexual.

 

Texto e foto: reprodução/g1, com edição NH Notícias

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