Cotidiano

Com crescimento de 11,7% em 2025, comercialização de minérios atinge R$ 2,9 bilhões no Paraná

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A produção mineral segue em expansão no Paraná. Em 2025 foram produzidas e comercializadas 71,23 milhões de toneladas de minério no Estado, com um valor de comercialização de R$ 2,96 bilhões. O valor representa um crescimento de 11,7% em relação aos R$ 2,65 bilhões registrados em 2024. O preço médio de comercialização também apresentou um aumento de 15,23%, passando de R$ 36,09/t para R$ 41,48/t.

 

As informações constam no Informe Mineral 03 2026: Produção e Comercialização de Minério Bruto e Beneficiado no Paraná em 2025 , divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

 

Em crescimento desde 2018, a produção mineral no Paraná atende principalmente a demandas da construção civil e do setor agrícola. Os principais bens minerais produzidos no Estado são os agregados areia e brita e as rochas carbonáticas calcário e dolomito, usados para a produção de cimento, cal e corretivo agrícola. Esse conjunto de materiais respondeu por 91,2% da quantidade e 83,4% do valor da produção mineral comercializada em 2025.

 

Foi essa produção de rochas carbonáticas que permitiu que o Paraná produzisse 7,8 milhões de toneladas de cimento e 8,8 milhões de toneladas de corretivo agrícola no ano passado. Além disso, foram consumidas no Estado 4,8 milhões de toneladas de cimento e 5,1 milhões de corretivos agrícolas. O restante da produção foi exportado – 3 milhões de toneladas de cimento e 3,7 milhões de toneladas de corretivo agrícola.

 

Em relação aos minérios que mais participaram da produção em quantidade absoluta, os destaques foram rochas britadas e cascalho, com 28,82 milhões de toneladas (40,5%); calcário e dolomito com 24,94 milhões (35%); e areia, com 11,17 milhões (15,7%), todos com usos na construção civil, produção de cimento, cal e corretivo agrícola, além de segmentos industriais.

 

O cenário foi complementado pela produção de 2,8 milhões de toneladas de argilas (4%), usadas para produção de tijolos e telhas; 2,1 milhões de saibro (3%), aplicado no revestimento de estradas; e 899 mil toneladas de talco (1,3%), matéria-prima para a fabricação de cerâmica branca e cosméticos. Juntos, esses dois grupos responderam por 99,4% da quantidade comercializada em 2025.

 

Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias

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